Lamento informar, mas na lua de mel fomos atingidos por um raio. O RAIO GOURMETIZADOR!
Acompanhem!
Chegamos em Seminyak, destino que seguiu a estadia de Gili Trawangan (você já leu sobre esse lugar aqui ó http://www.aviagemcontinua.com.br/2015/04/gili-trawangan.html). Detalhe que o transfer de Gili incluia, além da lancha, despachar a gente no próximo hotel. Maravilha!
A van que nos levou era compartilhada e logo que chegamos no hotel os outros turistas soltaram um "Ooooohhh" tão sincero que até eu duvidei que era pra eu descer lá. Quando olhei para o hotel eu realmente achei que havia algum engano, mas era lá mesmo a descida. Ok, convenhamos, estávamos em lua de mel e o Alê teve que aguentar, durante os preparativos, todo um discurso meu sobre a única chance de bons hotéis e bla, bla, bla. Acho que exagerei no discurso, era O hotel.
Descemos, fomos fazer o check-in e alguns minutos depois percebi que a moça da recepção começou a suar. Dei mais um gole do suquinho de boas vindas que os hotéis costumam oferecer na Indonésia e lancei um sorriso (sorrisos sempre ajudam!). Mais alguns minutos, ela pede licença e desaparece. Mais suquinho, mais cara de paisagem e nada da moça voltar. Enfim, após uma meia hora ela aparece junto com o que parecia a supervisora dela, que me lança um: "We have a problem with your reservation".
Eu sabia!
Enquanto as duas digitavam freneticamente alguma coisa no sistema eu já ensaiava o discurso de "Desculpe, erramos de endereço, fuuuuui!". O Alê, meu marido e o responsável por todas as reservas de lua de mel, já pregava todo um sermão de há quanto tempo a reserva havia sido feita, pagamento antecipado, IOFs do cartão, etc, quando a moça olha para mim, com um ar sincero e diz "We have a problem with your reservation".
Bom, nessas alturas do campeonato, mesmo que ela falasse isso em chinês, eu já teria entendido que algo não estava certo. A recepcionista nos convidou para irmos ao restaurante da piscina almoçar (tudo por conta deles) enquanto elas descobriam o que se passava e lá fomos nós.
Almoçamos e nada delas voltarem. Dali a pouco a supervisora aparece, suando frio, mesmo naquele calor insano, e puxa uma cadeira para sentar com a gente. Respirei fundo, abri um sorriso e pensei: "Fud***"!
Ela explicou mais uma vez que, adivinhem? "There is a problem with your reservation"! Aí veio todo um discurso do funcionamento do sistema de reservas (acho que é universal, a culpa é sempre da TI... tsc...tsc...tsc) e avisou que sofreríamos um downgrade. Ou seja, o quarto superior, todas as exigências que eu, madame, fiz antes da lua de mel, todo o discurso que o Alê ouviu meses a fio foi por água abaixo com a simples palavra: downgrade. A pobre moça mal pode se explicar e o Alê, no bom português mesmo, ficou revoltado com a situação, com o valor que já havíamos pago, com o quarto que ele escolheu a dedo e tudo mais para convencer que não, não iríamos para um quarto inferior. Sem chance! No fundo eu não estava muito preocupada, até o quartinho de depósito daquele lugar parecia muito melhor que muito hotel 5 estrelas que já ví por aí, mas pela tradição, fiz cara feia e só lancei um "No!".
Finalmente, depois de todo esse drama, só consegui captar ela dizendo que o tal downgrade era por uma noite e no dia seguinte iríamos para uma Villa! O que era a tal da villa não importava, continuamos o drama e eu engatei o turbo ainda lançando que ela havia frustrado a minha lua de mel! Ahh, I am a Drama Queen!
Enfim, depois de muita luta ela explicou que era o máximo que ela podia fazer, mas que ficaríamos felizes com a resolução, "#vemnimim"!
O tal do downgrade não era nada mal, o quarto que fomos colocados na primeira noite era maior que o apartamento que iríamos morar na volta da lua de mel, a única questão é que eram duas camas de solteiro. Claro que entrei no quarto e fiz cara feia, mas por dentro eu tremia, porque nunca havia visto um quarto tão grande! Passamos a noite na suíte-maior-que-nosso-apartamento e claro que acordamos MEGA animados para descobrirmos o que viria a seguir.
Saimos para o passeio, deixamos as malas na recepção e, conforme combinado, na volta já estaria tudo no quarto novo, era só pegar a chave.
Meu Deus!!! Essa tal de Villa era boa mesmo!!!
Dentro do hotel havia.... como posso dizer... um "condomínio de casas", isso era a tal da Villa. Nossa Villa tinha nosso quarto, nossa piscina privativa e todos os serviços entregues na nossa porta, do café da manhã ao jantar. Tudo pagando o valor da diária do quarto-maior-que-nossa-casa, que nessas alturas já havia caído no esquecimento. Uau!
Foi então que eu entendi porque aquele lugar é a ilha dos Deuses, não era possível que aquilo estava acontecendo! Mas aconteceu e o lugar era mais ou menos assim:
Nunca foi tão bom um pane em uma reserva!
Nota da autora: depois, claro, pedi desculpas pela moça por todo o meu drama!!
A viagem contínua ou a viagem continua? Eis a questão! Viagens e viagens da Carol!!
Place des Vosges
quarta-feira, 13 de maio de 2015
sábado, 9 de maio de 2015
Precisamos falar sobre Bali!
Bali, a ilha dos Deuses, provavelmente a mais conhecida da Indonésia e, imagino eu, a mais visitada também!
Como eu já havia comentado aqui no blog, fica difícil falar sobre esse lugar, começarei com esse post mais genérico e na sequência abordarei com mais detalhes alguns locais que visitamos! Embora descrever lugares não seja o meu forte, acredito que é necessário devido às várias perguntas que já me fizeram. Lembrando que não sou nenhuma super expert em Bali, estive lá só uma vez!
A ilha é relativamente pequena, no entanto eu recomendo fortemente que o visitante explore as diferentes regiões, ou pelo menos tente mesclar a área central da ilha com alguma praia. Os fortes são os templos - são vários deles e em diferentes situações (no mar, na montanha, no lago, etc) - e as praias!
Escolhemos duas regiões diferentes da ilha para nos hospedar e a partir delas explorar a região ao redor. Optamos por ficar em Ubud e em Seminyak - uma central (mais ao norte) e a outra no sul.
Vale ressaltar que muitos turistas que encontramos optaram por fazer uma região de "base" e a partir dela explorar a ilha inteira. Pela distância entre as atrações, dá para fazer isso tranquilamente.
Para explorar a ilha dá para alugar um carro, uma moto, ou contratar algum tour - privativo ou compartilhado com outros viajantes. Entenda que o tour também inclui a incrível categoria: carro particular com motorista que te leva para qualquer lugar.
A parte de alimentação não gera grandes complicações, a gastronomia é ótima e caso você não esteja a fim de se aventurar na culinária balinesa, não é difícil encontrar restaurantes com um menu mais internacional - mas não seja boring, aventure-se nos pratos diferentes! Eu já havia ido para a Índia, então esperava algo parecido na hora da refeição, mas para minha surpresa, havia muito mais carne na mesa do que eu pensava para um local predominantemente hindu. O carro chefe é o pato à moda deles. Divino! Eu amo pato e o de lá é espetacular!!!! (vergonha, ex-vegetariana e agora devoradora de patos).
O cambio também é uma parte tranquila, facilmente você troca euros, dólares e libras - atente-se ao local de troca, em algumas casas de cambio eles pagam menos que a média - e pegue você um cambio ruim ou bom, vai sair dando risada e brincando de Show do Milhão só pela tradição.
A parte mais feliz é que tudo é relativamente bem barato, mesmo nos
hotéis que cobram um valor mais salgado, ainda assim tudo é bem em conta
e a preço acessível até para os viajantes mais mão de vaca estilo eu!
De forma geral, tudo é muito mais fácil e simples do que se parece! O que podemos considerar como "lado chato" é ter que barganhar tudo que você compra (eu odeio isso! Anyway, barganhe, pechinche, chore e faça teatro) e a imigração com sua longa e demorada fila. No mais, tudo é festa e tudo vale a pena, cada minuto, cada centavo (ou cada milhão)!
Ufa! Resolvidas as principais questões gerais, simbora preparar posts mais detalhados sobre as regiões, templos, praias e risadas que experienciamos em um dos locais mais incríveis que já estive!
Welcome to Bali!
Como eu já havia comentado aqui no blog, fica difícil falar sobre esse lugar, começarei com esse post mais genérico e na sequência abordarei com mais detalhes alguns locais que visitamos! Embora descrever lugares não seja o meu forte, acredito que é necessário devido às várias perguntas que já me fizeram. Lembrando que não sou nenhuma super expert em Bali, estive lá só uma vez!
A ilha é relativamente pequena, no entanto eu recomendo fortemente que o visitante explore as diferentes regiões, ou pelo menos tente mesclar a área central da ilha com alguma praia. Os fortes são os templos - são vários deles e em diferentes situações (no mar, na montanha, no lago, etc) - e as praias!
Escolhemos duas regiões diferentes da ilha para nos hospedar e a partir delas explorar a região ao redor. Optamos por ficar em Ubud e em Seminyak - uma central (mais ao norte) e a outra no sul.
Vale ressaltar que muitos turistas que encontramos optaram por fazer uma região de "base" e a partir dela explorar a ilha inteira. Pela distância entre as atrações, dá para fazer isso tranquilamente.
Para explorar a ilha dá para alugar um carro, uma moto, ou contratar algum tour - privativo ou compartilhado com outros viajantes. Entenda que o tour também inclui a incrível categoria: carro particular com motorista que te leva para qualquer lugar.
A parte de alimentação não gera grandes complicações, a gastronomia é ótima e caso você não esteja a fim de se aventurar na culinária balinesa, não é difícil encontrar restaurantes com um menu mais internacional - mas não seja boring, aventure-se nos pratos diferentes! Eu já havia ido para a Índia, então esperava algo parecido na hora da refeição, mas para minha surpresa, havia muito mais carne na mesa do que eu pensava para um local predominantemente hindu. O carro chefe é o pato à moda deles. Divino! Eu amo pato e o de lá é espetacular!!!! (vergonha, ex-vegetariana e agora devoradora de patos).
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| Isso foi em Bali! |
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| Isso também! |
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| E eu também, olha que elegância minha gente! |
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| Quack, quack, quack! |
O cambio também é uma parte tranquila, facilmente você troca euros, dólares e libras - atente-se ao local de troca, em algumas casas de cambio eles pagam menos que a média - e pegue você um cambio ruim ou bom, vai sair dando risada e brincando de Show do Milhão só pela tradição.
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| Show do milhão! |
De forma geral, tudo é muito mais fácil e simples do que se parece! O que podemos considerar como "lado chato" é ter que barganhar tudo que você compra (eu odeio isso! Anyway, barganhe, pechinche, chore e faça teatro) e a imigração com sua longa e demorada fila. No mais, tudo é festa e tudo vale a pena, cada minuto, cada centavo (ou cada milhão)!
Ufa! Resolvidas as principais questões gerais, simbora preparar posts mais detalhados sobre as regiões, templos, praias e risadas que experienciamos em um dos locais mais incríveis que já estive!
Welcome to Bali!
sábado, 25 de abril de 2015
Gili Trawangan - Romantic dinner!
Continuando a falar de Gili, fica aqui uma dica bacana para os honeymooners ou os casais românticos de plantão. O romantic dinner!
Nosso hotel em Gili oferecia esse adicional para os hóspedes - também vi essa opção em outros hotéis na Indonésia, já fica a dica. Como estávamos em lua de mel, esse jantar já estava incluído em nosso pacote de hospedagem. Iei!
Apesar de não ter grandes expectativas a respeito da programação, lua de mel vale tudo e no dia e hora marcados nos direcionamos à praia para o tal do jantar. INCRÍVEL!
Ainda suspeitava que o auge do jantar era o fato de estarmos na beira do mar, a noite, a luz de velas, etc, não criei grandes expectativas a respeito da refeição que seria servida. Mais uma surpresa, o menu estava extraordinário e foi realmente uma experiência única - e deliciosa, hummm!
Fica aí uma dica para quem gosta da ideia já se programar. Vale super a pena o jantar e a experiência! Detalhe: o outro romantic dinner que eu vi, em Seminyak (Bali) era em um pier que ficava praticamente em cima do mar. Lindo!
Nota: ok, ok... vocês querem nomes, vocês querem nomes. Hotel onde isso ocorreu: Ombak Sunset - Gili Trawangan. "Save the name"!
Nosso hotel em Gili oferecia esse adicional para os hóspedes - também vi essa opção em outros hotéis na Indonésia, já fica a dica. Como estávamos em lua de mel, esse jantar já estava incluído em nosso pacote de hospedagem. Iei!
Apesar de não ter grandes expectativas a respeito da programação, lua de mel vale tudo e no dia e hora marcados nos direcionamos à praia para o tal do jantar. INCRÍVEL!
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| Nossa "cabaninha"do jantar na praia! |
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| Dinner with a view! |
Ainda suspeitava que o auge do jantar era o fato de estarmos na beira do mar, a noite, a luz de velas, etc, não criei grandes expectativas a respeito da refeição que seria servida. Mais uma surpresa, o menu estava extraordinário e foi realmente uma experiência única - e deliciosa, hummm!
Fica aí uma dica para quem gosta da ideia já se programar. Vale super a pena o jantar e a experiência! Detalhe: o outro romantic dinner que eu vi, em Seminyak (Bali) era em um pier que ficava praticamente em cima do mar. Lindo!
quarta-feira, 1 de abril de 2015
Gili Trawangan
Como falar sobre a Indonésia? Carrego comigo essa pergunta desde que voltei de lá e venho evitando o assunto nesse blog desde então.
Aí, com o tempo, viajantes foram me perguntando sobre lá, amigos queriam saber detalhes e, como eu reativei essa bagaça, é hora de começar a encarar o desafio.
É difícil descrever um lugar tão diferente, não há referências no ocidente para tentar ilustrar como é por lá e, por falar em ilustrações, não gosto só de colocar fotos e pensar "é isso aí". Sendo assim, vamos em doses homeopáticas e começaremos então por Gili Trawangan!! (Rááááá, achou que começaria por Bali. Não. Sou do contra!).
Como todos sabem, ou deveriam saber, ou descobrirão agora, a Indonésia é um conjunto de ilhas (mais conhecido como arquipélago...rs). Uma dessas ilhas é a Gili Trawangan, nossa pauta do dia! Na verdade são três ilhas Gili, optamos pela Trawangan, pois parecia a mais agitadinha e era a maior. Lembrem-se desse maior, já já falo a respeito.
Não, eu não sabia a respeito dessa ilhota, minha prima me deu a dica quando faltava mais ou menos 1 mês para a viagem e, dado o brilho nos olhos dela ao falar, achamos melhor incluir esse lugar no roteiro mesmo sem saber muito a respeito. Valeu pela dica Fefê!
Dá para chegar lá via Bali ou via Lombok (uma outra ilha). Em ambos os casos é preciso pegar um barco para fazer a travessia.Geralmente as pousadas, hotéis e albergues te ajudam nessa parte e sempre recomendam pegar o Fast Boat - a lancha rápida. O nosso hotel ofereceu as lanchas de ida e volta como cortesia porque ficamos 03 noites por lá, se não ofereceriam uma. De qualquer forma, se a sua hospedagem não oferecer nada disso, não se preocupe, por toda Bali você encontra os quiosques que vendem as passagens, que vale incluir, são super em conta, assim como tudo na Indonésia.
Ao chegarmos em Gili, o homem do barco nos avisou que o nosso transport para o hotel já chegaria. Sim, T-R-A-N-S-P-O-R-T. Ao descer do pier já notamos que não havia veículos motorizados na ilha... e notamos que o tal do transport eram burricos em uma espécie de charrete. E dali a pouco o nosso chegou. Simbora!!
Desembarque, check-in, é hora de explorar!
Nem pisamos fora do hotel e já avisaram que seria o horário do pôr do sol, que era imperdível, e que estávamos na praia perfeita para assistir, blá, blá blá. Perto desse horário marcante o pessoal da praia já jogou uns pufes, esteiras e almofadas para o pessoal assistir o tal do sunset. Lembrei do velho truque do guarda-sol praias de SP, que você tem que consumir fortunas para usar, etc. Negativo. Era só sentar e esperar. Yeah! Mas claro, tinha o bar da praia que servia uns drinks e quitutes a preço PROMOCIONAL para esse momento... tudo a 50% do preço durante o espetáculo do sunset. Claro, com o plus: boa música ao vivo. Gili, I love you!
O sunset é realmente fantástico, vale a pena. Se estiver em Gili Trawangan procure uma praia desse lado da ilha e não perca a oportunidade!
A ilha tem, ao todo, 3km! SIIIIM, 3km (eu avisei que falaria a respeito)!!! Durante os dias dávamos voltas na ilha... ok, eu comecei com essa história só pra falar para as pessoas "Rá, dei a volta a pé em uma ilha"... de qualquer forma sempre tem o transport, os preços são tabelados, então também é uma opção. A noite não tem poste de luz nas ruas, então lembre-se de levar uma lanterna ou algo do tipo se for sair a pé (embora a parte central seja mais clara, devido aos bares, restaurante e etc).
A ilha tem muitos corais, então não é tão bacana ficar entrando na água, é meio complicado e tudo mais, mas de qualquer forma o ambiente de praia já vai ser bom o suficiente. Ao redor da ilha é um bar/restaurante/lounge atrás do outro, cada um com um atrativo melhor. Gazebos, redes, pufes, areia normal... enfim, uma variedade de opções para você escolher como quer curtir seu dia de praia. Lembrando, sempre, não precisa pagar para sentar (de novo: Gili, I love you)!
A noite os atrativos continuam, os gazebos permanecem, redes, etc, mas entra a parte de música ao vivo bem bacana. Tinha uma área mais do reaggae, outra mais rock, outra mais lounge... enfim, tem para todos os gostos. Em uma das noites um dos bares fez um cinema ao ar livre: o pessoal sentado nas cadeiras de praia e uma espécie de telão improvisado projetando um filme... a única regra para participar é: silêncio. Bacana!
Bem próximo ao pier, o que seria o centro da ilha, rola uma feirinha de alimentos bem bacana e a preço de banana (desculpem o trocadilho ridiculo e a rima pior ainda). A feirinha fica durante todo o dia, sendo que durante a noite é bem mais lotada.
O maior atrativo de lá, além de tudo isso, é o passeio para fazer snorkeling! Imagine: se da areia dá para ver milhares de peixes, bem no seu pé, pense só no que o passeio não te oferece!!! Infelizmente não fizemos (e ganhamos o passeio de lua de mel)... a madame aqui contraiu um negócio chamado Bali Belly, que rende um post aparte, e avacalhei com a melhor parte da viagem. Enfim... vale a pena, porque desde que voltei de lá quando falo para alguém "Gili" esse alguém me responde "Snorkeling" e eu penso comigo "Loser!".
Detalharei em outros posts curiosidades sobre o lugar, mas fica a dica dessa ilha incrível para quem quer um pouquinho mais da Indonésia além de Bali!
Gili, I love you!!
Aí, com o tempo, viajantes foram me perguntando sobre lá, amigos queriam saber detalhes e, como eu reativei essa bagaça, é hora de começar a encarar o desafio.
É difícil descrever um lugar tão diferente, não há referências no ocidente para tentar ilustrar como é por lá e, por falar em ilustrações, não gosto só de colocar fotos e pensar "é isso aí". Sendo assim, vamos em doses homeopáticas e começaremos então por Gili Trawangan!! (Rááááá, achou que começaria por Bali. Não. Sou do contra!).
Como todos sabem, ou deveriam saber, ou descobrirão agora, a Indonésia é um conjunto de ilhas (mais conhecido como arquipélago...rs). Uma dessas ilhas é a Gili Trawangan, nossa pauta do dia! Na verdade são três ilhas Gili, optamos pela Trawangan, pois parecia a mais agitadinha e era a maior. Lembrem-se desse maior, já já falo a respeito.
Não, eu não sabia a respeito dessa ilhota, minha prima me deu a dica quando faltava mais ou menos 1 mês para a viagem e, dado o brilho nos olhos dela ao falar, achamos melhor incluir esse lugar no roteiro mesmo sem saber muito a respeito. Valeu pela dica Fefê!
Dá para chegar lá via Bali ou via Lombok (uma outra ilha). Em ambos os casos é preciso pegar um barco para fazer a travessia.Geralmente as pousadas, hotéis e albergues te ajudam nessa parte e sempre recomendam pegar o Fast Boat - a lancha rápida. O nosso hotel ofereceu as lanchas de ida e volta como cortesia porque ficamos 03 noites por lá, se não ofereceriam uma. De qualquer forma, se a sua hospedagem não oferecer nada disso, não se preocupe, por toda Bali você encontra os quiosques que vendem as passagens, que vale incluir, são super em conta, assim como tudo na Indonésia.
Ao chegarmos em Gili, o homem do barco nos avisou que o nosso transport para o hotel já chegaria. Sim, T-R-A-N-S-P-O-R-T. Ao descer do pier já notamos que não havia veículos motorizados na ilha... e notamos que o tal do transport eram burricos em uma espécie de charrete. E dali a pouco o nosso chegou. Simbora!!
Desembarque, check-in, é hora de explorar!
Nem pisamos fora do hotel e já avisaram que seria o horário do pôr do sol, que era imperdível, e que estávamos na praia perfeita para assistir, blá, blá blá. Perto desse horário marcante o pessoal da praia já jogou uns pufes, esteiras e almofadas para o pessoal assistir o tal do sunset. Lembrei do velho truque do guarda-sol praias de SP, que você tem que consumir fortunas para usar, etc. Negativo. Era só sentar e esperar. Yeah! Mas claro, tinha o bar da praia que servia uns drinks e quitutes a preço PROMOCIONAL para esse momento... tudo a 50% do preço durante o espetáculo do sunset. Claro, com o plus: boa música ao vivo. Gili, I love you!
O sunset é realmente fantástico, vale a pena. Se estiver em Gili Trawangan procure uma praia desse lado da ilha e não perca a oportunidade!
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| Pufes!! |
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| O famoso sunset! |
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| Well... nem sempre o sunset é tão legal... rsrsrs |
A ilha tem muitos corais, então não é tão bacana ficar entrando na água, é meio complicado e tudo mais, mas de qualquer forma o ambiente de praia já vai ser bom o suficiente. Ao redor da ilha é um bar/restaurante/lounge atrás do outro, cada um com um atrativo melhor. Gazebos, redes, pufes, areia normal... enfim, uma variedade de opções para você escolher como quer curtir seu dia de praia. Lembrando, sempre, não precisa pagar para sentar (de novo: Gili, I love you)!
A noite os atrativos continuam, os gazebos permanecem, redes, etc, mas entra a parte de música ao vivo bem bacana. Tinha uma área mais do reaggae, outra mais rock, outra mais lounge... enfim, tem para todos os gostos. Em uma das noites um dos bares fez um cinema ao ar livre: o pessoal sentado nas cadeiras de praia e uma espécie de telão improvisado projetando um filme... a única regra para participar é: silêncio. Bacana!
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| E tem frutos do mar e peixes assim, para você escolher e o pessoal preparar na hora!! |
Bem próximo ao pier, o que seria o centro da ilha, rola uma feirinha de alimentos bem bacana e a preço de banana (desculpem o trocadilho ridiculo e a rima pior ainda). A feirinha fica durante todo o dia, sendo que durante a noite é bem mais lotada.
O maior atrativo de lá, além de tudo isso, é o passeio para fazer snorkeling! Imagine: se da areia dá para ver milhares de peixes, bem no seu pé, pense só no que o passeio não te oferece!!! Infelizmente não fizemos (e ganhamos o passeio de lua de mel)... a madame aqui contraiu um negócio chamado Bali Belly, que rende um post aparte, e avacalhei com a melhor parte da viagem. Enfim... vale a pena, porque desde que voltei de lá quando falo para alguém "Gili" esse alguém me responde "Snorkeling" e eu penso comigo "Loser!".
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| Corais, rochas, enfim... mas olha a cor da água! |
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| Em Gili você se depara com praias assim! =) |
Gili, I love you!!
quarta-feira, 25 de março de 2015
Air Asia musical
Que eu tenho medo de voar já não é mais segredo - olha aqui ó - e de maneira bizarra as cias aéreas me fazem o favor de muitas vezes piorar a minha situação!
Quando planejamos nossa viagem pela Ásia, surgiu um problema: voar do Japão para a Indonésia. Não que isso seja algo impossível, a malha aérea é bem farta, mas tínhamos dois pontos a considerar:
1 - Um voo não muito caro;
2 - Apesar de barato, algo confiante (nada de avião russo sucateado que nem fizemos na África);
3 - Por ser lua de mel a madame aqui queria voar de executiva. Pagando pouco... hahaha
Havíamos reservado um voo na Malasya Airlines. Bem... algumas semanas depois um vôo deles desapareceu quando saía da Indonésia!!! Segundo as estatísticas do meu irmão, era um bom sinal, pois a chance disso acontecer de novo em um curto espaço de tempo era mínima: "é mais fácil você ganhar na loteria do que cair outro voo deles de novo". Bem... antes eu tivesse jogado na loteria, pois meses depois, um outro voo caiu! Caiu, foi derrubado, enfim... decidido: nada de Malasyia!
Com pouca verba para esse trecho de avião, não nos restou muita opção. Descobrimos uma tal de Air Asia que parecia ok e as passagens estavam com um preço muito bom - inclusive para a classe executiva. Compramos!
O voo em si é bom, lembrando sempre que se trata de uma empresa low cost. A classe executiva, de diferencial, só tinha os assentos que viram uma cama, o que para mim já é o suficiente. Ainda, por estarmos em uma categoria "plus", tínhamos direito a refeições a bordo. Tipo um marmitex, mas beleza. Voamos de Osaka para Kuala Lumpur, onde fizemos uma conexão de 05 horas. Essa parte foi cruel: não tínhamos dinheiro para consumir nada e eu não estava muito a fim de passar no cartão uma compra de poucos dólares. Eu tinha comigo uma nota de 5 libras, toda amassada coitada, que foi imediatamente rejeitada pelo proprietário da única cafeteria do aeroporto. Trocar uma nota de 100 dólares e voltar o troco em moedas locais não parecia também uma boa ideia. Desencanei dessa miguelagem e compramos uns quitutes no cartão mesmo - da-lhe IOF, variação cambial e tudo mais!
Embarcamos no segundo voo, que por ser uma viagem mais curta, não tinha a divisão da classe executiva. No entanto, ganhamos o direito de sentar nas cadeiras mais espaçosas. Sentamos na saída de emergência, cujas cadeiras não reclinam, justamente por ser uma localização estratégica em caso de pane! Mal sabiam eles que em caso de pânico eu seria a pior pessoa para estar sentada lá!
Algumas horas depois, imaginei que estaríamos próximos de Bali (eu fico cronometrando a viagem...), logo menos os comissários começaram a aparecer e percebi que iam preparar a cabine para o pouso. Atividades padrão de qualquer aeronave, reclinem para lá, devolvam isso, apertem os cintos, etc. Como nossa cadeira não reclinava, na nossa ala nada de diferente aconteceu, fiquei só acompanhando a movimentação. Eis que um comissário começa a falar e, ao invés de "vamos pousar dentro de alguns minutos"eu escuto:
- "Senhoras e senhores, antes de pousar, gostaríamos de fazer uma apresentação musical".
OH GOD!!! O Alê dormia, acordei ele e disse que, se eu não estivesse louca, ia rolar alguma performance. Ele deve ter pensado que estava sonhando, quando surge o comissário com uma boina e um violão!!!! E começou A CANTAAARR!!
Nos acordes finais da música o avião pousou!
Assim chegamos em Bali e eu, mais uma vez, acredito que é uma obra do universo conspirando para o meu medo de voar aumentar cada vez mais!!!
Nota: alguns meses depois caiu um avião da Air Asia saindo da Indonésia... ainda bem que foi depois da nossa experiência. Medo!
Quando planejamos nossa viagem pela Ásia, surgiu um problema: voar do Japão para a Indonésia. Não que isso seja algo impossível, a malha aérea é bem farta, mas tínhamos dois pontos a considerar:
1 - Um voo não muito caro;
2 - Apesar de barato, algo confiante (nada de avião russo sucateado que nem fizemos na África);
3 - Por ser lua de mel a madame aqui queria voar de executiva. Pagando pouco... hahaha
Havíamos reservado um voo na Malasya Airlines. Bem... algumas semanas depois um vôo deles desapareceu quando saía da Indonésia!!! Segundo as estatísticas do meu irmão, era um bom sinal, pois a chance disso acontecer de novo em um curto espaço de tempo era mínima: "é mais fácil você ganhar na loteria do que cair outro voo deles de novo". Bem... antes eu tivesse jogado na loteria, pois meses depois, um outro voo caiu! Caiu, foi derrubado, enfim... decidido: nada de Malasyia!
Com pouca verba para esse trecho de avião, não nos restou muita opção. Descobrimos uma tal de Air Asia que parecia ok e as passagens estavam com um preço muito bom - inclusive para a classe executiva. Compramos!
O voo em si é bom, lembrando sempre que se trata de uma empresa low cost. A classe executiva, de diferencial, só tinha os assentos que viram uma cama, o que para mim já é o suficiente. Ainda, por estarmos em uma categoria "plus", tínhamos direito a refeições a bordo. Tipo um marmitex, mas beleza. Voamos de Osaka para Kuala Lumpur, onde fizemos uma conexão de 05 horas. Essa parte foi cruel: não tínhamos dinheiro para consumir nada e eu não estava muito a fim de passar no cartão uma compra de poucos dólares. Eu tinha comigo uma nota de 5 libras, toda amassada coitada, que foi imediatamente rejeitada pelo proprietário da única cafeteria do aeroporto. Trocar uma nota de 100 dólares e voltar o troco em moedas locais não parecia também uma boa ideia. Desencanei dessa miguelagem e compramos uns quitutes no cartão mesmo - da-lhe IOF, variação cambial e tudo mais!
Embarcamos no segundo voo, que por ser uma viagem mais curta, não tinha a divisão da classe executiva. No entanto, ganhamos o direito de sentar nas cadeiras mais espaçosas. Sentamos na saída de emergência, cujas cadeiras não reclinam, justamente por ser uma localização estratégica em caso de pane! Mal sabiam eles que em caso de pânico eu seria a pior pessoa para estar sentada lá!
Algumas horas depois, imaginei que estaríamos próximos de Bali (eu fico cronometrando a viagem...), logo menos os comissários começaram a aparecer e percebi que iam preparar a cabine para o pouso. Atividades padrão de qualquer aeronave, reclinem para lá, devolvam isso, apertem os cintos, etc. Como nossa cadeira não reclinava, na nossa ala nada de diferente aconteceu, fiquei só acompanhando a movimentação. Eis que um comissário começa a falar e, ao invés de "vamos pousar dentro de alguns minutos"eu escuto:
- "Senhoras e senhores, antes de pousar, gostaríamos de fazer uma apresentação musical".
OH GOD!!! O Alê dormia, acordei ele e disse que, se eu não estivesse louca, ia rolar alguma performance. Ele deve ter pensado que estava sonhando, quando surge o comissário com uma boina e um violão!!!! E começou A CANTAAARR!!
Nos acordes finais da música o avião pousou!
Assim chegamos em Bali e eu, mais uma vez, acredito que é uma obra do universo conspirando para o meu medo de voar aumentar cada vez mais!!!
Nota: alguns meses depois caiu um avião da Air Asia saindo da Indonésia... ainda bem que foi depois da nossa experiência. Medo!
domingo, 22 de março de 2015
Tavares & Tavares United
Detesto fazer post dizendo que esse blog voltará a ativa! Além de achar desnecessário esse anúncio, toda vez que fiz isso calhou de eu desaparecer daqui por meses... rs... mas antes que o blog dê o último suspiro e durma para sempre, vamos tentar mais uma vez: VOLTAMOS!
Todo sumiço é justificado e graças a Deus não desapareço por deixar de viajar - aliás, ao contrário - mas dessa vez foi por um lindo motivo: estou casada!
Depois de 07 anos juntos, consegui dar o golpe final: como boa viajante, casei com o mehor agente de viagens que existe, rá! Por outro lado, como péssima golpista, me esqueci que agentes de viagens não viajam tanto quanto o folclore prega... rs... ufa, ainda bem que casamos por amor. Muito amor! =)
Tavares e Tavares United!
Enquanto todos me cobram filhos (eta cobrança mala!) eu declaro que há um roteiro pré-estabelecido (e quase acordo pré-nupcial) de viagens a serem feitas antes dos mini-Tavares virem ao mundo, portanto muitas águas vão rolar por aqui!
Hora contar um pouquinho do que aconteceu durante esse sumiço, posts quentinhos e cheios de novidades! Teve Ásia, teve NYC e até pra casar a gente viajou e fez o povo todo se locomover!! E já tem viagem 2015 marcada, viva!
Estamos de volta!
Todo sumiço é justificado e graças a Deus não desapareço por deixar de viajar - aliás, ao contrário - mas dessa vez foi por um lindo motivo: estou casada!
Depois de 07 anos juntos, consegui dar o golpe final: como boa viajante, casei com o mehor agente de viagens que existe, rá! Por outro lado, como péssima golpista, me esqueci que agentes de viagens não viajam tanto quanto o folclore prega... rs... ufa, ainda bem que casamos por amor. Muito amor! =)
Tavares e Tavares United!
Enquanto todos me cobram filhos (eta cobrança mala!) eu declaro que há um roteiro pré-estabelecido (e quase acordo pré-nupcial) de viagens a serem feitas antes dos mini-Tavares virem ao mundo, portanto muitas águas vão rolar por aqui!
Hora contar um pouquinho do que aconteceu durante esse sumiço, posts quentinhos e cheios de novidades! Teve Ásia, teve NYC e até pra casar a gente viajou e fez o povo todo se locomover!! E já tem viagem 2015 marcada, viva!
Estamos de volta!
Tavares e Tavares United!
| Primeira viagem de namoro - Preá e Jericoacoara (CE)/2007 |
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| Ih, casamos! |
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| Primeira viagem de casados - Japão e Indonésia/2014 |
sábado, 9 de novembro de 2013
Taxi do Gugu!
Depois de alguns dias em Paris, caminhadas, sagas em museus, paisagens e locais históricos, chega o momento de esquecer toda a lista de coisas a se fazer e partir para o nada a se fazer em grande estilo. Vamos jantar!
Aliás, diga-se de passagem, uma das minhas grandes decepções de viagens foi ter ido várias vezes para Paris sempre desacompanhada no quesito romance. Só que dessa vez eu estava com o Alê e era o momento dos momentos, o crème de la crème dos destinos romanticos, e agora acompanhada! Saímos para jantar. Destino: Marais.
Seguimos em direção a um restaurante super indicado por uma amiga. Chegando lá não tinha lugar nem para esperar na calçada. Bola para frente, vamos que vamos! Depois de um pouco de caminhada chegamos a um local que parecia ser perfeito: rua sem saída, sendo todos os imóveis restaurantes meigos, romanticos e ao alcance do nosso bolso. Voilá! Escolhemos um local que parecia ser bem simpático e apostamos nossos suados euros por lá mesmo.
Ao mesmo tempo que liamos o cardápio, verificávamos o pedometro que a madame aqui resolveu levar na viagem. Haviamos andado 20km e a única refeição do dia havia sido o café da manhã. Perfeito, era hora de pedir todos os pratos possíveis e impossíveis, quebrando todas as etiquetas, elegancias e repondo todas as energias inimagináveis para aquele dia e para os próximos que se seguiriam na capital francesa.
Após fazer o extenso pedido, conversávamos sobre a viagem e assuntos diversos que cabiam à ocasião. Chegaram os pratos: couvert, entrada e no primeiro prato percebemos que éramos tema da conversa de um grupo de americanos que estava na mesa ao lado. Segundo prato, causamos horror no mesmo grupo, ao mesmo tempo que a americana começou a flertar com o francês na mesa ao nosso lado, enquanto comentava horrorizada com a quantidade de comida que haviamos pedido. Eles pediram a conta e nós outro vinho, assim continuou nosso agradável salve-se-quem-puder de comilança em Paris.
Segunda garrafa de vinho aberta, planejamento, risadas, juras de amor e o Ale percebeu que sentou um grupo bem animado de franceses no lugar da mesa dos americanos. Outro gole de vinho, mais planos e risadas, o Alê comenta: "Eles estão falando de nós, acho que querem perguntar alguma coisa". Moral da história, terminamos a garrafa de vinho com os franceses sentados conosco, conversa em no mínimo 5 línguas diferentes, tudo junto e misturado, e é hora de partir. Vale ressaltar que esse papo e essa união franco-tupi renderia um post a parte.
Os mais jovens da mesa francesa tentavam nos arrastar para uma balada. Simulamos certa empolgação, olhando quase que em 360 graus por um taxi, até que chega um. Voamos para dentro do taxi, como em um pedido de asilo político, soltei um "Au revoir" para nossos amigos franceses e ufa, simbora para o hotel!
Carol: Rue Amelie, s'il vous plait!
Taxi: Oui Madame.
Foi o tempo de eu olhar para o Ale, respirar aliviada e ouvir do taxista:
Taxi: De onde você é?
Carol: Do Brasil!
Taxi: Brasil. Hummmm. Eu adoraria ter uma filha com uma brasileira!
Panico! Panico total! E agora? Eu não mentiria para o Alê dizendo qualquer outra coisa, mas como até o momento eu traduzia tudo do francês para o português, não seria agora que eu iria blefar. Não deu tempo de terminar a tradução quando ouvimos:
Taxi: Pois é, não tive filho com uma brasileira, mas tive com uma japonesa!
E na sequencia ele tirou uma boneca gigante debaixo do assento do passageiro no banco da frente!!! Não bastou tirar a boneca gigante, ele ainda gritava "Japanese baby! Japanese baby!". Bom, não precisei nem traduzir, caimos na risada e ele chacoalhava a boneca de um lado para o outro. Colocou a boneca no banco do passageiro e nos informou que ia fazer uma trilha sonora especial para o casal em Paris.
Em questão de segundos estávamos nós, o taxista e o Michel Teló cantando pelo taxi a fora pelas ruas da cidade. Ai monsieur, assim você me mata! Ele percebeu que a nossa empolgação foi quase zero, aumentou o som no volume precisa-se-de-epi e ainda assim #carolealenotédio. Foi então que do mesmo lugar que sugriu a Japanese baby ele tira duas baquetas e um apito. Enquanto baquetava no volante do carro, apitava e, na medida do possível, batia palmas. Não aguentamos, entramos no rítimo, por mais ridículo que possa ter sido.
E assim rodamos de taxi por Paris, toda aquela paisagem histórica ao som de Michel Teló, o apito, a baqueta e a Japanese Baby. Socorro!
Quando finalmente a infernal música acabou, ele disse que colocaria algo em homenagem à filha dele, a Japanese Baby. Me perguntou:
Taxi: Conhece J-pop?
Carol: Não!
Taxi: Japanese Pop!
Moral da história, chegamos no hotel com um taxi tocando no último volume um pop japonês bem bizarro. Rendeu ataques de riso eternos, não só para nós, bem como para a vizinhança. Pardon mes amis!
Pois é minha gente, há quem ainda reclame dos parisienses. Viaje conosco então e Vive la France!
Aliás, diga-se de passagem, uma das minhas grandes decepções de viagens foi ter ido várias vezes para Paris sempre desacompanhada no quesito romance. Só que dessa vez eu estava com o Alê e era o momento dos momentos, o crème de la crème dos destinos romanticos, e agora acompanhada! Saímos para jantar. Destino: Marais.
Seguimos em direção a um restaurante super indicado por uma amiga. Chegando lá não tinha lugar nem para esperar na calçada. Bola para frente, vamos que vamos! Depois de um pouco de caminhada chegamos a um local que parecia ser perfeito: rua sem saída, sendo todos os imóveis restaurantes meigos, romanticos e ao alcance do nosso bolso. Voilá! Escolhemos um local que parecia ser bem simpático e apostamos nossos suados euros por lá mesmo.
Ao mesmo tempo que liamos o cardápio, verificávamos o pedometro que a madame aqui resolveu levar na viagem. Haviamos andado 20km e a única refeição do dia havia sido o café da manhã. Perfeito, era hora de pedir todos os pratos possíveis e impossíveis, quebrando todas as etiquetas, elegancias e repondo todas as energias inimagináveis para aquele dia e para os próximos que se seguiriam na capital francesa.
Após fazer o extenso pedido, conversávamos sobre a viagem e assuntos diversos que cabiam à ocasião. Chegaram os pratos: couvert, entrada e no primeiro prato percebemos que éramos tema da conversa de um grupo de americanos que estava na mesa ao lado. Segundo prato, causamos horror no mesmo grupo, ao mesmo tempo que a americana começou a flertar com o francês na mesa ao nosso lado, enquanto comentava horrorizada com a quantidade de comida que haviamos pedido. Eles pediram a conta e nós outro vinho, assim continuou nosso agradável salve-se-quem-puder de comilança em Paris.
Segunda garrafa de vinho aberta, planejamento, risadas, juras de amor e o Ale percebeu que sentou um grupo bem animado de franceses no lugar da mesa dos americanos. Outro gole de vinho, mais planos e risadas, o Alê comenta: "Eles estão falando de nós, acho que querem perguntar alguma coisa". Moral da história, terminamos a garrafa de vinho com os franceses sentados conosco, conversa em no mínimo 5 línguas diferentes, tudo junto e misturado, e é hora de partir. Vale ressaltar que esse papo e essa união franco-tupi renderia um post a parte.
Os mais jovens da mesa francesa tentavam nos arrastar para uma balada. Simulamos certa empolgação, olhando quase que em 360 graus por um taxi, até que chega um. Voamos para dentro do taxi, como em um pedido de asilo político, soltei um "Au revoir" para nossos amigos franceses e ufa, simbora para o hotel!
Carol: Rue Amelie, s'il vous plait!
Taxi: Oui Madame.
Foi o tempo de eu olhar para o Ale, respirar aliviada e ouvir do taxista:
Taxi: De onde você é?
Carol: Do Brasil!
Taxi: Brasil. Hummmm. Eu adoraria ter uma filha com uma brasileira!
Panico! Panico total! E agora? Eu não mentiria para o Alê dizendo qualquer outra coisa, mas como até o momento eu traduzia tudo do francês para o português, não seria agora que eu iria blefar. Não deu tempo de terminar a tradução quando ouvimos:
Taxi: Pois é, não tive filho com uma brasileira, mas tive com uma japonesa!
E na sequencia ele tirou uma boneca gigante debaixo do assento do passageiro no banco da frente!!! Não bastou tirar a boneca gigante, ele ainda gritava "Japanese baby! Japanese baby!". Bom, não precisei nem traduzir, caimos na risada e ele chacoalhava a boneca de um lado para o outro. Colocou a boneca no banco do passageiro e nos informou que ia fazer uma trilha sonora especial para o casal em Paris.
Em questão de segundos estávamos nós, o taxista e o Michel Teló cantando pelo taxi a fora pelas ruas da cidade. Ai monsieur, assim você me mata! Ele percebeu que a nossa empolgação foi quase zero, aumentou o som no volume precisa-se-de-epi e ainda assim #carolealenotédio. Foi então que do mesmo lugar que sugriu a Japanese baby ele tira duas baquetas e um apito. Enquanto baquetava no volante do carro, apitava e, na medida do possível, batia palmas. Não aguentamos, entramos no rítimo, por mais ridículo que possa ter sido.
E assim rodamos de taxi por Paris, toda aquela paisagem histórica ao som de Michel Teló, o apito, a baqueta e a Japanese Baby. Socorro!
Quando finalmente a infernal música acabou, ele disse que colocaria algo em homenagem à filha dele, a Japanese Baby. Me perguntou:
Taxi: Conhece J-pop?
Carol: Não!
Taxi: Japanese Pop!
Moral da história, chegamos no hotel com um taxi tocando no último volume um pop japonês bem bizarro. Rendeu ataques de riso eternos, não só para nós, bem como para a vizinhança. Pardon mes amis!
Pois é minha gente, há quem ainda reclame dos parisienses. Viaje conosco então e Vive la France!
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