Place des Vosges

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sexta-feira, 22 de maio de 2015

Bali - Seminyak

Seminyak foi a região de Bali que escolhemos para curtir a praia! Verdade seja dita, mal ficamos na praia, mas tudo bem (culpa do raio gourmetizador da Villa, já falei sobre isso aqui ó!). Enfim, a ideia, além da praia, era nos hospedarmos por lá para explorarmos a região sul da ilha sem ter que dar muitas voltas saindo lá do norte.
Tínhamos duas opções para isso: Seminyak (the chosen one!) e Kuta. O pouco que ouvimos de Kuta foi bem desanimador, resolvemos não arriscar. Na viagem passei pela região duas vezes e, particularmente, agradeço de não termos ficado lá.
Voltando ao assunto, Seminyak! Um resort ao lado do outro, um hotel maior que o outro, mas ainda assim um lugar que deu para curtir bem! Muitos turistas acabam confinados nos super hoteis, que cá entre nós, valem muito a pena! Nós também fizemos isso, aliás, fomos para lá para isso, mas a noite nos divertimos muito nas ruas principais com bares bacanas e restaurantes incríveis ao preço de Bali (mais salgadinho, mas ainda assim acessível!).
Uma das coisas que mais estranhei no primeiro dia é que conforme andávamos a pé nas ruas os carros buzinavam para nós. Um atras do outro. Levamos certo tempo para entender qual o nosso problema, pra que tanta buzina minha gente!!! Enfim, é o jeito dos taxistas avisarem os turistas que eles estão por ali e que se precisar é só chamar. Então se estiver andando por lá e ouvir os Beep Beep, não se assuste, é apenas um taxi!
Além de curtir o hotel, aproveitamos a localização para explorar o sul da ilha. Contratamos o carro alugado com motorista (também já falei sobre isso) e lá fomos nós. Já era a reta final da viagem e estávamos bem cansados, então optamos por um só passeio, que além da praia famosa pelos surfistas, tem um dos templos mais famosos. Região de Uluwatu!
O templo de Uluwatu fica em um penhasco, com vista para o mar, paisagem incrível! Diferente de outros que visitamos, esse chamava mesmo a atenção pela paisagem e nem tanto pelo templo em si.

Vista do templo de Uluwatu

Muito lindo! A parte cruel: macacos! Não foi nossa primeira experiência com esses seres, aliás, nos últimos anos o que encontrei de macacos em viagem (Índia, Amazônia...), mas lá foi bem assustador. Quando descemos do carro o motorista já deu todo um discurso de não levarmos relógio, bolsas, isso, aquilo, etc. Seguimos as instruções e lá fomos nós. Encontramos um macaco ou outro, mas nada que causasse motivo de tanto pânico. Já caminhávamos pelo templo há mais de meia hora quando, em uma parte mais afastada, aparece uma chinesa chorando sem um dos chinelos(!). Vi um guia se aproximando dela, que chorava em panico, e ouvi ela dizendo que o macaco roubou o chinelo dela. Não levou 5 minutos para eu ver que estávamos cercados de uma espécie de primo do babuíno. No outro canto outro. E outro. Mais um! Chega!! Passeio encerrado, simbora para o carro.
Ainda aproveitamos para dar uma voltinha em Uluwatu e ver a praia que, UAU, sensacional! Pena que não nos hospedamos por lá, na próxima certamente dedicarei algum tempo para a região. Pelo que observei é a região dos surfistas, inclusive muitos deles brasileiros. Vi até uns restaurantes por kilo (brazucão mesmo) e uma churrascaria, veja só!
O restante dos dias em Seminyak foi curtindo o hotel e a noite visitando os diversos bares e restaurantes bacanas lá por perto.
Ah, claro, o sunset de lá é incrível!!!

Sunset em Seminyak

Para quem quer conhecer bem a cultura de Bali, não é a região que eu mais indicaria explorar, mas eu ainda acho que já que você atravessou o mundo para ir até a Indonésia, vale a pena conhecer!
Até a próxima pessoal!

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Seminyak - A Villa!

Lamento informar, mas na lua de mel fomos atingidos por um raio. O RAIO GOURMETIZADOR! 
Acompanhem!

Chegamos em Seminyak, destino que seguiu a estadia de Gili Trawangan (você já leu sobre esse lugar aqui ó http://www.aviagemcontinua.com.br/2015/04/gili-trawangan.html). Detalhe que o transfer de Gili incluia, além da lancha, despachar a gente no próximo hotel. Maravilha!
A van que nos levou era compartilhada e logo que chegamos no hotel os outros turistas soltaram um "Ooooohhh" tão sincero que até eu duvidei que era pra eu descer lá. Quando olhei para o hotel eu realmente achei que havia algum engano, mas era lá mesmo a descida. Ok, convenhamos, estávamos em lua de mel e o Alê teve que aguentar, durante os preparativos, todo um discurso meu sobre a única chance de bons hotéis e bla, bla, bla. Acho que exagerei no discurso, era O hotel.
Descemos, fomos fazer o check-in e alguns minutos depois percebi que a moça da recepção começou a suar. Dei mais um gole do suquinho de boas vindas que os hotéis costumam oferecer na Indonésia e lancei um sorriso (sorrisos sempre ajudam!). Mais alguns minutos, ela pede licença e desaparece. Mais suquinho, mais cara de paisagem e nada da moça voltar. Enfim, após uma meia hora ela aparece junto com o que parecia a supervisora dela, que me lança um: "We have a problem with your reservation".
Eu sabia!
Enquanto as duas digitavam freneticamente alguma coisa no sistema eu já ensaiava o discurso de "Desculpe, erramos de endereço, fuuuuui!". O Alê, meu marido e o responsável por todas as reservas de lua de mel, já pregava todo um sermão de há quanto tempo a reserva havia sido feita, pagamento antecipado, IOFs do cartão, etc, quando a moça olha para mim, com um ar sincero e diz "We have a problem with your reservation". 
Bom, nessas alturas do campeonato, mesmo que ela falasse isso em chinês, eu já teria entendido que algo não estava certo. A recepcionista nos convidou para irmos ao restaurante da piscina almoçar (tudo por conta deles) enquanto elas descobriam o que se passava e lá fomos nós.
Almoçamos e nada delas voltarem. Dali a pouco a supervisora aparece, suando frio, mesmo naquele calor insano, e puxa uma cadeira para sentar com a gente. Respirei fundo, abri um sorriso e pensei: "Fud***"!
Ela explicou mais uma vez que, adivinhem? "There is a problem with your reservation"! Aí veio todo um discurso do funcionamento do sistema de reservas (acho que é universal, a culpa é sempre da TI... tsc...tsc...tsc) e avisou que sofreríamos um downgrade. Ou seja, o quarto superior, todas as exigências que eu, madame, fiz antes da lua de mel, todo o discurso que o Alê ouviu meses a fio foi por água abaixo com a simples palavra: downgrade. A pobre moça mal pode se explicar e o Alê, no bom português mesmo, ficou revoltado com a situação, com o valor que já havíamos pago, com o quarto que ele escolheu a dedo e tudo mais para convencer que não, não iríamos para um quarto inferior. Sem chance! No fundo eu não estava muito preocupada, até o quartinho de depósito daquele lugar parecia muito melhor que muito hotel 5 estrelas que já ví por aí, mas pela tradição, fiz cara feia e só lancei um "No!".
Finalmente, depois de todo esse drama, só consegui captar ela dizendo que o tal downgrade era por uma noite e no dia seguinte iríamos para uma Villa! O que era a tal da villa não importava, continuamos o drama e eu engatei o turbo ainda lançando que ela havia frustrado a minha lua de mel! Ahh, I am a Drama Queen!
Enfim, depois de muita luta ela explicou que era o máximo que ela podia fazer, mas que ficaríamos felizes com a resolução, "#vemnimim"!
O tal do downgrade não era nada mal, o quarto que fomos colocados na primeira noite era maior que o apartamento que iríamos morar na volta da lua de mel, a única questão é que eram duas camas de solteiro. Claro que entrei no quarto e fiz cara feia, mas por dentro eu tremia, porque nunca havia visto um quarto tão grande! Passamos a noite na suíte-maior-que-nosso-apartamento e claro que acordamos MEGA animados para descobrirmos o que viria a seguir.
Saimos para o passeio, deixamos as malas na recepção e, conforme combinado, na volta já estaria tudo no quarto novo, era só pegar a chave.
Meu Deus!!! Essa tal de Villa era boa mesmo!!!
Dentro do hotel havia.... como posso dizer... um "condomínio de casas", isso era a tal da Villa. Nossa Villa tinha nosso quarto, nossa piscina privativa e todos os serviços entregues na nossa porta, do café da manhã ao jantar. Tudo pagando o valor da diária do quarto-maior-que-nossa-casa, que nessas alturas já havia caído no esquecimento. Uau!
Foi então que eu entendi porque aquele lugar é a ilha dos Deuses, não era possível que aquilo estava acontecendo! Mas aconteceu e o lugar era mais ou menos assim:






Nunca foi tão bom um pane em uma reserva!
Nota da autora: depois, claro, pedi desculpas pela moça por todo o meu drama!!