Place des Vosges

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sábado, 22 de janeiro de 2011

Redescobertas

Imaginem o seguinte lugar: ruas onde carros não podem transitar, alguns prédios e igrejas com características coloniais, quiosques retrô com engraxates e dezenas de gringos passeando e tirando fotos. Que lugar é esse?
a) Centro do Rio de Janeiro
b) Alguma cidade histórica de Minas Gerais
c) Centro de São Paulo
Sim... CENTRO (velho) DE SÃO PAULO! Esse post vai em homenagem ao aniversário da cidade!
Há tempos eu não passava por lá. Na verdade, as últimas vezes que por lá estive foi para resolver burocracias em cartórios e renovar documentos no Poupa Tempo. Além disso, como boa paulistana que se preze, sempre fui com pressa, com uma missão e muito stress na cabeça, ou seja, praticamente sem tempo nem paciência para realmente olhar ao redor e perceber a beleza do lugar.
Bom, tudo aconteceu mais ou menos assim: o Alê (que aliás é um expert em centro de SP), está trabalhando perto do metrô São Bento. Eu, Carol, na semana entre o natal e ano novo, estava morrendo de tédio em casa. Eis que ele me convida para almoçar durante a semana. Sendo assim, já avisamos de antemão: foi um passeio rápido, de 1 hora, que ainda tivemos que dividir com o almoço, mas tempo o suficiente para me fazer querer voltar o mais breve possível.

Passeio de 1 hora for beginners
Começamos o passeio no metrô São Bento (na saída da Boa Vista). De lá, caminhamos em direção à praça Antônio Prado (é só atravessar a rua e caminhar). Nesse pequeno trajeto você já pode ver a BM&F e o prédio do Banespa, que aliás, tem a fila maior do que o Empire State pra subir. Sem exageros. Chegando nessa praça, eis os "quiosques" dos engraxates, estilo retrô, muito legal. Logo em frente, também tem a Choperia São Jorge, ótimo lugar para almoçar ou um happy hour. Inclusive encontramos nosso prefeito Kassab por lá. Bem, continuando o rolê, vire a direita e logo encontrará a rua São Bento (se quiser, vire a direita nela e vá ao mosteiro, a visita é totalmente válida). Viramos à esquerda (Há) e logo mais logo menos eis o Largo do Café.

Esquina da São Bento com Largo do Café

Almoçamos em um buffet bem bacana de comida oriental (Midori - esquina da São Bento com o Largo do Café, número 14), mas também tem vários outros restaurantes por lá. Continuamos o passeio pela São Bento, com direito a uma paradinha na rua da Quitanda para ver o viaduto do Chá, vale do Anhangabaú e à Praça do Patriarca, que aliás, é uma concentração de gringos tirando fotos que só vendo pra crer.

Kassab's house (prefeitura) Vale do Anhangabaú
Bem, voltamos à São Bento e no fim dela, eis a faculdade de direito São Francisco.

Faculdade de direito da USP


A dica então é, depois de chegar na faculdade, vire a esquerda e siga em frente. Não fizemos isso, time is money e o almoço do Alê já estava meio que na reta final, mas faça, você sairá na Sé! Bom, chegando lá, visite a catedral (etc, etc), mas continue o seu passeio em direção à rua Boa Vista. Se você se perder, vire de costas para a Sé e ande em frente, você chegará. Logo mais, logo menos, nessa mesma rua, eis o Pátio do Colégio.

Pateo do Colégio
No nosso atalho, encontramos essa barbearia
Impostômetro

Visitas, fotos, cafés, etc, etc, etc e continue no mesmo sentido da rua Boa Vista. Você passará pelo famoso Impostômetro (aliás, tome umas cachaças antes disso, ok?), e quando olhar ao seu lado e ver um prédio escrito Jockey Club perceba que estará de volta ao início do passeio. Se tiver com tempo, vire a direita, desça a Ladeira Porto Geral e compre bugigangas na 25 de março... haha.. se você gostar disso, né?Eis o nosso roteiro express para iniciantes. Pare em todos os lugares, tire milhares de fotos, divirta-se, pois realmente o centro está ficando muito bem cuidado. Claro, os cuidados básicos de sempre (deixe o brinco de ouro em casa, não pindure a máquina no pescoço, carteira no bolso da frente - homens - e toda a atenção é bem vinda), mas é um passeio e tanto. Para mim, foi algo como fazer turismo na minha própria cidade, coisa que, aliás, todos os paulistanos deveriam fazer de vez em quando.

domingo, 28 de novembro de 2010

McCartney em São Paulo

Em outubro fomos surpreendidos com o anúncio de um show do Paul McCartney em São Paulo. Sim, boatos vem, boatos vão e finalmente a confirmação. Nossa alegria durou pouco, exatamente nove horas, tempo suficiente para que os ingressos se esgotassem pela internet e nós, claro, não conseguimos.
Inconsoláveis, preferimos não tocar no assunto nesse dia triste, até que apareceu uma luz no fim do túnel: haveria um segundo show, com mais 64.000 ingressos disponíveis e uma chance de sermos mais espertos e consegui-los. Não conseguimos de novo... mas o o meu pai sim (viva!), comprou para todos nós, e aí finalmente pudemos encher o peito e dizer em alto e bom som:

"Eu vou ao show do Paul McCartney"

E fomos. E foi muito bom. Foi sensacional. Não tem como descrever, só tem como sentir!
Antes do show gostaria de falar um pouco da minha história com os Beatles. Let it Be foi a música de casamento dos meus pais. É verdade, eu ví o vídeo e desde então quando a escuto na minha cabeça vem a imagem da minha mãe (saudades eternas) vestida de noiva, feliz da vida, de mãos dadas com o meu pai na festa de casamento. Depois eu nasci (juro!), e nas idas à escola meu pai colocava no rádio umas fitas (K7, sim, sou velha) do Beatles. Talvez tenha sido aí que eu conheci a maioria das músicas dessa banda. Anos mais tarde, depois de eu ter conseguido, com muita garra e determinação, me livrar de uma escola que eu detestava, conheci a música Blackbird, que me serviu como uma espécie de lema ("...take these broken wings and learn to fly..."). Depois, fui morar nos EUA. Quando voltei ganhei o CD 1 (The Beatles 1), que tinha acabado de lançar. Foi então que Beatles voltou de vez para mim, percebi que eu já conhecia MUITO e que eu gostava MAIS AINDA dessa banda. Por fim, entrei na faculdade e em nossas reuniões no Diretório Acadêmico ouviamos Abbey Road. Do começo ao fim. O tempo todo. Depois disso tiveram as viagens à Inglaterra, que por mais que a gente não queira, uma vez lá a primeira coisa que a gente pensa é "Putz, os Beatles eram daqui". Enfim, minha história não deve ser muito diferente das outras, mas uma coisa tenho certeza que vale para todos: Beatles nos lembra de bons momentos, talvez até os inesquecíveis. E também sem desculpas: É a melhor banda da história. E por essas e outras que o show do Paul McCartney foi muito importante para mim. Foi emocionante por demais e posso admitir que foi o melhor show que já fui na minha vida. Além de tudo, como foi bonito ver gerações tão distintas cantando em conjunto as mesmas cançõese compartilhando as alegrias e as emoções.
Deixo vocês com um videozinho bacana, direto do show, para vocês sentirem (ou lembrarem) a energia daquela noite.

Carol